
OS DONOS DO PODER NO BRASIL
- sryuann
- 28 de dez. de 2025
- 6 min de leitura
Ave, Patriotas! Nosso primeiro reflexo é pensar em políticos como os representantes básicosdo poder. No entanto, vamos mostrar nesse documento como o poder é distribuído pela sociedade e como seu alcance dentro e fora do Estado influência os rumos políticos do país.
Imagem ilustrativa. (Foto: Marcio Antonio Campos com Midjourney)
Aplicando essas estruturas ao movimento político no Brasil, temos um panorama concreto de como o poder se articula nos bastidores — não apenas no governo, mas na dinâmica de dominação real do país. Aqui vai uma leitura direta, crítica e aplicada:
1. PODER ECONÔMICO
• Varejistas: Grandes redes como Magazine Luiza, Americanas, Assaí, influenciam políticas de consumo, crédito, incentivo fiscal e até posicionamento político. Têm presença no Congresso via lobby institucional.
• Industriais e Agro-empresários: A FIESP e a CNA são exemplos de articulação empresarial. Bancam campanhas, pressionam por reformas (como a trabalhista e tributária) e comandam bancadas como a do agronegócio.
• Banqueiros e operadores financeiros: O poder dos bancos é explícito no Brasil. As decisões do Banco Central, como a taxa Selic, moldam a economia, e as grandes gestoras de fundos influenciam políticas públicas. Muitos ex-ministros vêm desse meio.
• Lobistas e offshore: Escândalos como Pandora Papers revelam conexões entre elite econômica e paraísos fiscais. Políticos com patrimônio oculto são frequentemente blindados por essas estruturas.
• ONGs e empresas fachada: Muitas atuam com financiamento estrangeiro em temas como direitos humanos, meio ambiente ou educação, algumas em aliança com partidos e movimentos sociais, outras usadas para lavagem e lobby disfarçado.
2. PODER BUROCRÁTICO-LEGAL
• Órgãos de controle: TCU, MPF, CGU e Procuradorias Estaduais são peças-chave. Casos como o da Lava Jato mostraram como promotores podem ser protagonistas (ou vilões). O MP goza de autonomia rara no mundo.
• Magistrados: O Supremo Tribunal Federal (STF) se tornou ator político. Decide sobre prisão de políticos, liberação de drogas, pautas de costumes, etc. Alguns ministros têm relações próximas com partidos e grupos econômicos.
• Agências Reguladoras: ANEEL, ANVISA, ANATEL... Muitas vezes ocupadas por apadrinhados políticos ou ex-executivos do setor regulado. Decisões podem favorecer empresas específicas e moldar o ambiente de negócios.
3. PODER POLÍTICO
• Parlamentares: A chamada bancada BBB (Boi, Bala e Bíblia) domina o Congresso, junto com o Centrão, que controla verbas e cargos. A política brasileira funciona como uma federação de interesses regionais.
• Ministros e secretários: A dança das cadeiras nos ministérios é negociada com base em alianças políticas, não necessariamente competência técnica. A Esplanada é palco de interesses diversos.
• Escolas e Think Tanks: RenovaBR, Fundação Perseu Abramo (PT), Instituto Millenium (liberal), Fundação Getúlio Vargas… Essas instituições moldam líderes e quadros técnicos.
• Acadêmicos e educadores: Universidades públicas (como a USP, UFRJ e UnB) têm forte influência ideológica. O debate sobre a escola sem partido mostra a disputa por narrativas dentro da formação básica.
• Movimentos estudantis e militância: A UNE, o Levante Popular da Juventude, MBL, entre outros, articulam mobilizações e pressionam governos. Suas ações vão de protestos a atuação direta em redes sociais.
• Sindicatos e associações de classe: Apesar de enfraquecidos pela reforma trabalhista, ainda têm forte presença — especialmente CUT, Força Sindical e sindicatos de servidores públicos.
• Diplomacia: O Itamaraty já foi mais influente. Hoje, parte dos diplomatas está dividida entre posições mais nacionalistas ou globalistas. O Brasil ainda tenta influenciar via BRICS e Mercosul.
• Poder Religioso: Igrejas evangélicas (neopentecostais especialmente); CNBB e setores do catolicismo (embora em retração); Influenciadores religiosos e canais como Foco na Palavra, Verdade Gospel; Bancada da Bíblia no Congresso; Mídia religiosa (TV Record, rádios comunitárias, editoras cristãs); Mobilizações morais e de costumes (pauta anti-aborto, anti-ideologia de gênero)
4. PODER MIDIÁTICO
• Grande imprensa: Globo, Folha, Estadão, UOL, CNN Brasil, etc., moldam a opinião pública, mas vêm perdendo credibilidade. Muitos jornalistas também atuam como formadores de opinião nas redes.
• Influencers e canais digitais: Youtubers, podcasters e perfis no X e Instagram (como Monark, Mano Brown, Direto dos Planos, Arthur do Val, Drauzio Varella, Primo Rico, Leda Nagle) têm mais impacto que colunistas tradicionais.
• Assessores de imprensa: Cuidam da blindagem e construção de imagem de políticos, ministros e empresários. Muitas vezes articulam pautas com veículos de comunicação.
• Editoras e cultura: Filmes, novelas, livros e músicas são usados para naturalizar visões de mundo. Exemplo: novelas da Globo com pautas sobre gênero, racismo, política e religião geram ondas de debate social.
• Tecnologia e controle de dados: Plataformas (Google, Meta, X, TikTok); Algoritmos e bolhas de informação; Empresas de Big Data e Marketing político digital; Hackers, grupos de desinformação e ativismo digital; Inteligência Artificial, sistemas de vigilância, bancos de dados públicos e privados; hackers aliados para camuflagens de rastros digitais, rackeamento e sabotagem.
5. PODER MILITAR
• Inteligência e contrainteligência: A ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) tem pouca visibilidade, mas atua nos bastidores. Suspeitas de espionagem interna e articulação política já surgiram.
• Forças Armadas: Voltaram à cena com o governo Bolsonaro, ocupando cargos civis. Hoje, após desgaste, recuam, mas mantêm presença como grupo de pressão.
• Polícias e PMs: Alguns estados têm PMs extremamente politizadas. Parte da tropa se envolve em manifestações políticas ou é usada por governos para controle social.
• CACs e atiradores: Crescimento exponencial nos últimos anos. Boa parte apoiou o ex-presidente Bolsonaro. Há risco de milicialização civilizada desse grupo.
• Academias e torcidas: Organizadas como Gaviões da Fiel ou Mancha Verde já foram usadas politicamente, tanto para protestos quanto para atos violentos. Também são usadas como base de mobilização popular.
• Poder Paraestatal: rastreamento do poder e influência de grupos criminosos, como Milícias, Facções do tráfico, Máfias regionais, Garimpo e desmatamento ilegal, Empresariado informal que influencia eleições locais, visando sabotagem, intimidação, neutralização de adversários e operações clandestinas.
Conclusão
O Brasil não é governado apenas por políticos. O poder é diluído entre agentes que muitas vezes nem aparecem no voto, mas influenciam, financiam, bloqueiam ou impulsionam decisões cruciais. Entender essa estrutura é essencial para compreender por que as coisas mudam tão devagar, e como certas reformas são sempre adiadas ou desviadas.
Essa é a política real. A superestrutura do poder. Essa deve ser a prioridade de atuação pra alcançar o poder verdadeiro, como o Prof. Olavo sempre avisou. Por isso, ele dizia que um movimento político precisa de décadas. Para ocupar esses postos de poder com nossa ideologia vai exigir décadas de trabalho. A esquerda já está há mais de 100 anos no Brasil construindo essa rede de influencia, por exemplo, a extrema-esquerda controla a UNE desde os anos 60 e não existe nenhuma chapa de direita que controle algum sindicato relevante.
Vamos analisar cada uma dessas instâncias de poder e medir o tamanho da influência da esquerda. Queremos um plano para a tomada do poder nesse aparato. Devemos ter um mapeamento do poder real e uma análise de cenários de oportunidades e ameaças em cada um ele dessa cadeia de poder.
ESQUEMATIZAÇÃO SIMPLIFICADA
1. PODER ECONÔMICO
- Varejistas
- Indústriais
- Agro-empresários
- Banqueiros
- Operadores Financeiros (lobistas e offshore)
- ONGs e empresas legais e de fachada
2. PODER BUROCRÁTICO-LEGAL
- Órgãos de contre (TC, MP e Procuradoria)
- Magistrados
- Agências Reguladoras e conselheiros
3. PODER POLÍTICO
- Parlamentares
- Ministros e secretários
- Escolas de Formação Política
- Think Tanks
- Reitores, professores e pesquisadores
universitários e sucundaristas
- Movimentos estudantis e militância de rua
- Diplomatas e Embaixadores de Política Ext.
- Associações de classe
- Líderes religiosos, convenções de bispos e
grandes influencers e Editoras
- Empresas de tecnologia de gestão de dados e domínio do campo digital.
- Grupos de interesses e lobby
4. PODER MIDIÁTICO
- Órgãos de grande imprensa
- Grandes influecers e canais digitais
- Acessorias de Impressa e Relações Públicas
- Editoras e produção cultural
5. PODER COERCITIVO
- Serviço e Inteligência e contra-inteligencia
- Forças Armadas e Polícias Auxiliares
- CACs e Atiradores Esportivos
- Academias e Clubes de Artes Marciais
- Torcidas Organizadas e Clubes Esportivos
- Instância de mapeamento da influência e
poder de atores paraestatais.
- Sindicatos (capaz de causar dano econômico e social singinificativo, impondo sua vontade através da força.











Comentários